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A paz da fé
Três passagens do Novo Testamento( Romanos 4:3; Gálatas 3:6; Tiago 2:23) reiteram a declaração em Gênesis 15:6 de que a fé de Abraão foi imputada a ele como justiça. Embora a ênfase seja diferente em cada uma delas, por enquanto é suficiente observar que Abraão foi justificado perante Deus porque confiou nele.
O conceito bíblico de justificação não é apenas a remoção negativa da culpa mas, a atribuição positiva de justiça a uma pessoa que, de outra forma, seria culpada( Romanos 4:5). A frase“ lhe é imputada como justiça” sugere a origem financeira da palavra e implica a aplicação de um saldo credor em uma tabela de contas. Ao crer, a conta de Abraão foi positivamente creditada por Deus com justiça. Da mesma forma, ao confiar em Cristo, todo filho da fé recebe a atribuição positiva de justiça, não apenas aos olhos de Deus, mas pelo cálculo justo do próprio Deus ofendido.
Baseando-se na experiência de Davi no Salmo 32, Paulo descreve a bemaventurança da pessoa que desfruta conscientemente de tal posição diante de Deus. Embora no grego clássico a palavra makarios( bemaventurado) descrevesse o estado de libertação das preocupações e ansiedades diárias, no Novo Testamento ela é usada para descrever não apenas a libertação do fardo da culpa, mas as fortunas da generosa graça para aqueles que estão em Cristo:“ Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”( Romanos 5:1-2).
Abraão foi justificado perante Deus porque confiou nele.
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O progresso da fé
Embora o relato histórico da vida de Abraão no Antigo Testamento não ignore as ocasiões em que ele vacilou, é encorajador e instrutivo observar sua graciosa avaliação espiritual pelo Espírito Santo no Novo