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tanto naquele momento como durante as horas seguintes.
Podemos pensar, ainda, nas agressões verbais que Ele recebeu. Ele foi insultado na casa de Caifás( Mateus 26:68) e por Herodes e seus homens( Lucas 23:11). Ele foi cruelmente ridicularizado pelos soldados quando Pilatos O condenou( Mateus 27:29,31). Muito abuso verbal foi dirigido a Ele quando Ele estava na cruz – pelos soldados( Lucas 23:36-37), pelos que passavam( Mateus 27:39-40), pelos líderes religiosos( Mateus 27:41-43), e pelos ladrões crucificados com Ele( Mateus 27:44).
Isso deve ter sido indescritivelmente cruel, ainda que aqueles que proferissem os xingamentos sentissem que a vítima merecia. Contudo, o registro das Escrituras é que eles fizeram aquilo sabendo que Ele não era culpado. Na primeira audiência na casa do sumo sacerdote, falsas testemunhas depuseram contra Ele( Mateus 26:59-61). Os judeus O acusaram falsamente diante de Pilatos( Lucas 23:2,5) e de Herodes( Lucas 23:10). Pilatos O sentenciou à morte, mesmo após opinar pela sua inocência várias vezes( Lucas 23:4, 14-15, 22).
E foi em uma enorme farsa da justiça, que Alguém foi acusado de crimes dos quais era inocente – e o fato de que Ele não era apenas inocente, mas totalmente sem pecado, torna o crime deles o maior de todos. Pedro expressa essas coisas sucintamente ao escrever sobre Seus sofrimentos nas mãos dos homens:“ O qual não cometeu pecado”( 1 Pedro 2:22).
Ele também não estava sem meios de evitar esses maus-tratos. Na Sua prisão, enquanto se submetia voluntariamente a ser levado, Suas palavras àqueles que O prendiam:“ Eu Sou”, fizeram com que eles retrocedessem e caíssem no chão( João 18:6), mostrando muito claramente em Quem estava o verdadeiro poder. Quando Pedro tentou defendê-Lo com a espada, o Senhor disse-lhe que, naquele mesmo momento, poderia orar ao Pai, que Lhe daria“ mais de doze legiões de anjos”( Mateus 26:51-53). Quando Pilatos se vangloriava de seu poder de crucificá-Lo ou libertá-Lo, o Senhor respondeu calmamente:“ Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado”( João 19:10-11). E mesmo assim, Ele permitiu que os homens fizessem tudo aquilo. A nota, escrita anos depois por quem usou a espada no jardim para tentar defendê- Lo, é linda:“ o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”( 1 Pedro 2:23).
Por que, neste artigo, reservamos um tempo para analisar essas coisas, que já sabemos tão bem? Há, pelo menos, quatro razões:
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