17
trabalho. Este pecado específico é o que agora chamamos de preguiça.
A Bíblia tem muito a dizer sobre o pecado da preguiça. Provérbios, especificamente, é repleto de instruções nesta área, dizendo-nos, por exemplo, que o preguiçoso odeia o trabalho( 21:25), ama dormir( 26:14), dá desculpas( 26:13), desperdiça tempo e energia( 18:9), e tem um futuro sombrio( 12:24, 20:4). O Novo Testamento nos ensina que, não apenas o homem foi originalmente criado para trabalhar, mas o homem redimido foi regenerado com o mesmo propósito – trabalhar. Por exemplo, Efésios 2:10 diz“ Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras” e Efésios 4, ao exortar os crentes a se revestirem“ do novo homem, criado segundo Deus”, instrui o homem a“ trabalhar, fazendo com as próprias mãos o que é bom”( vv. 24 e 28 ARA).
O propósito deste artigo, porém, não é intimidá-lo até a submissão, acusálo de preguiça e deixá-lo desanimado e desencorajado. Essa não é a instrução geral da Palavra de Deus sobre este assunto. Como acontece com todos os pecados, recebemos poder do Espírito de Deus para viver uma vida de vitória sobre a preguiça, e sugiro que devemos concentrar nossos esforços em três áreas específicas e pedir ao Senhor que nos ajude a sermos diligentes por ele.
Devemos ser diligentes em nossas mentes e corações
A batalha contra a preguiça é travada principalmente em nossas mentes e corações. Pedro enfatiza a necessidade de disciplina mental e resistência ao exortar seus leitores a“ cingir os lombos do vosso entendimento” e a“ serem sóbrios”
( 1 Pedro 1:13). Daniel é um excelente exemplo do Antigo Testamento desta característica:“ E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia”( Daniel 1:8). Foi uma decisão focada e disciplinada que começou em seu coração e mente e, subsequentemente, governou suas ações. Barnabé capta o mesmo ensino em Atos 11:23 quando exorta os cristãos em Antioquia a que,“ com firmeza de coração, permanecessem no Senhor”. A preguiça mental e a falta de disciplina e foco são particularmente perigosas em nossa era da informação. Ocupação e preguiça não são mutuamente exclusivas. Na verdade, é possível ter uma mente tão desordenada e uma vida tão desfocada que meus dias são cheios de atividades e minhas horas são abarrotadas de informações, mas minha vida é dispersa e improdutiva. Prazos são perdidos, compromissos são quebrados, tarefas permanecem inacabadas e o progresso é desperdiçado. Existe um grande perigo em estar ocupado, mas mentalmente desfocado e preguiçoso. Uma de nossas mordomias mais preciosas é o nosso tempo, e a batalha contra a preguiça começa com uma mente disciplinada peneirando alternativas, descartando opções improdutivas e canalizando esforço e energia para coisas que realmente contam. Efésios 5:15-16 é especialmente instrutivo:“ Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus”.
Lutando contra a preguiça em esforços espirituais
Em segundo lugar, em nossa batalha implacável contra a preguiça, devemos
17