Oração | Page 33

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Paulo sabia que o crescimento espiritual viria de um aprofundamento do conhecimento, sabedoria e compreensão do propósito de Deus para o cristão, a Igreja e toda a Criação( Efésios 1:17-23; Colossenses 1:9). Uma boa compreensão da doutrina motiva a prática; fé e comportamento são sempre interdependentes. E então Paulo também orou para que seu testemunho externo fosse marcado por características como santidade, unidade, fidelidade, gozo, plenitude e fecundidade. Essas são apenas uma seleção de características que refletem em certa medida a beleza e a glória moral observadas na vida de Cristo.
Em sua vida de oração, o apóstolo também manteve uma perspectiva eterna que olhava além do mundo presente( Efésios 1:18; Colossenses 1:5, 12). A esperança do céu para o salvo era certa: todas as suas provações acabariam, seus galardões seriam recebidos e sua herança seria desfrutada.
3. Pecadores devem ser evangelizados: Apesar da caça cruel e perseguição que Paulo sofreu nas mãos de seus concidadãos judeus, ele nunca perdeu o desejo ardente de vê-los salvos:“ Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação”( Romanos 10:1). Embora seu ministério se expandisse para focar nos gentios a quem ele pregou“ as riquezas incompreensíveis ​de Cristo”( Efésios 3:8), seu coração estava disposto para continuar a proclamar o evangelho a todos( 1 Coríntios 9:22-23).
Aviso! Se começarmos a orar como Paulo orava, as coisas mudarão. Esteja preparado para isso e espere por isso. Primeiro, seremos transformados para nos tornarmos mais semelhantes a Cristo, que era devotado a Seu Pai e movido por compaixão pelos pecadores. Em segundo lugar, as circunstâncias ao nosso redor irão mudar, porque Deus responderá às nossas petições sinceras pelos outros; nossos irmãos serão abençoados e pecadores serão salvos. Terceiro, a reunião de oração da igreja vai mudar, e para melhor. Sim, alguns poderão coçar a cabeça e se perguntar o que aconteceu. Talvez tenhamos nos acostumado a orações longas que às vezes são superficiais, vagas, mornas ou até mesmo incrédulas. Todos nós temos responsabilidade por esse mal-estar. Uma brisa fresca de brevidade com sinceridade pode muito bem reavivar nossos corações. Certamente precisamos disso.
Minha oração cotidiana na hora de dormir quando era criança –“ Deus abençoe a mamãe e o papai e faça de Clark um bom menino” – amadureceu um pouco desde então, mas espero que você sinta como eu, que ainda há muito a fazer. Claramente, a oração é um requisito vital para uma vida espiritual vigorosa e frutífera. Muita oração produz poder e bênção; pouca oração resulta em fraqueza espiritual e esterilidade. Que possamos aprender com Paulo, que teve o cuidado de dizer:“ Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo”( 1 Coríntios 11:1).

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