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As orações de Paulo

A vida e o ministério de Paulo foram permeados de oração. Ela o marcou diretamente desde o início de seu conhecimento de Cristo. Após sua conversão, ele ficou temporariamente cego, mas o Senhor instruiu Ananias a ir até a rua Direita, em Damasco. Lá, na casa de Judas, ele encontrou Saulo de Tarso orando( Atos 9:11). Muitos anos depois, pouco antes de sua execução, Paulo, como veio a ser conhecido, ainda foi encontrado orando. De sua cela da prisão no corredor da morte, ele escreveu a Timóteo:“ sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia”( 2 Timóteo 1:3). Mesmo confinado a uma prisão romana, seu coração e sua mente se elevavam até a sala do trono de Deus.
Paulo não apenas se envolveu na atividade pública de oração, mas também viveu em uma constante atmosfera de oração particular. Essas duas atitudes nem sempre coexistem. O perigo é que um homem aprenda a orar em público, usando o que considera ser uma eloquência apropriada, mas sua vida pessoal de oração quando está sozinho com Deus pode ser terrivelmente deficiente. As palavras de Robert Murray McCheyne são pertinentes:“ O que um homem é quando está de joelhos diante de Deus é o que ele é, e nada mais”.
As 13 cartas do apóstolo no Novo Testamento estão repletas dos registros de suas orações, algumas das quais mereceriam um livro inteiro de comentários para fazer-lhes justiça. É notável que as tenhamos. Provavelmente era tão incomum na época quanto pode ser agora escrever cartas detalhando orações pessoais. O Espírito de Deus guiou o apóstolo a registrá-las para a bênção de todos os que mais tarde as lessem e as ponderassem. Este breve artigo pode apenas destacar os pontos mais importantes. Antes de resumir os objetivos específicos e o conteúdo de suas orações, as características gerais de sua vida de oração serão consideradas.

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Características gerais 1. Dualidade: Louvor e oração são gêmeos que não devem ser separados. A ação de graças e adoração de Paulo dirigidas ao céu muitas vezes precediam sua intercessão por aqueles na terra. Os assuntos pelos quais ele agradecia eram frequentemente os mesmos pelos quais ele continuava a orar. Haviam também explosões de louvor mais curtas e espontâneas, chamadas de“ doxologias”, como suas palavras finais escritas aos filipenses:“ Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Amém!”( Filipenses 4:20).