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a verdade do Senhor Jesus como o Filho modelo é quando consideramos a quantidade de tempo que Ele passou em comunhão com Seu Pai. Vivemos em uma época em que muitas vezes ouvimos e lemos sobre pessoas que crescem e, direta ou indiretamente, viram as costas para aqueles que os criaram, cortando laços sob o pretexto de“ independência”. Mesmo assim, nosso Senhor foi o exemplo perfeito do Filho modelo. Em Marcos 1:35, apenas um trecho de muitos, lemos:“ E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava”. Tão grande prioridade era para o Senhor, que Ele se levantou cedo, mesmo antes do nascer do sol, para falar com Seu Pai. Mateus 14:23 revela um momento em que o Filho perfeito subiu a um monte para orar e permaneceu sozinho com Seu pai. Lucas 6:12 nos fala do nosso Senhor passando a noite em oração, comungando com Seu Pai. E embora possamos ter períodos prolongados em que, infelizmente, deixamos o tempo passar sem comunicação, nosso Senhor não tinha. Ele sempre se comunicava em oração com Seu Pai, buscava lugares de solidão com Ele e, mesmo quando estava cercado pelas multidões, Ele parava e orava, continuando a desfrutar da comunhão com Seu Pai.
Vemos a realidade e a beleza do Senhor Jesus como o Filho modelo quando consideramos João 19. Nesta seção das
Escrituras, lemos sobre nosso Senhor sendo açoitado, com uma coroa de espinhos sobre Sua cabeça, um manto de púrpura colocado sobre Ele, zombado, abusado, rejeitado e, por fim, crucificado. Somos lembrados em 1 João 4:14 que“ o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo”. Ele O enviou por todo caminho até o Calvário.
A beleza do nosso Senhor como o Filho modelo continua neste capítulo quando pensamos Nele sobre a cruz. Enquanto lá esteve, rejeitado e ridicularizado pela grande maioria dos que estavam por perto, o Senhor olhou para baixo e viu Sua mãe ao lado do discípulo“ a quem Ele amava”( João 19:26). Em meio ao Seu sofrimento, desprezado e rejeitado, o Senhor voltou-se para Sua mãe e disse:“ Mulher, eis aí o teu filho”, e para João:“ Eis aí tua mãe”( vv. 26-27). Que porção notável das Escrituras é esta, pois, em um momento de tão grande sofrimento pessoal, nosso Senhor fez questão de garantir que Maria fosse cuidada em Sua ausência. Por nós, o Filho Perfeito revelou Seu amor e cuidado incomparáveis de maneira incomensurável, para que nós, que antes estávamos longe, agora, em Cristo,“ fôssemos chamados filhos de Deus”( 1 João 3:1).
“ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”( João 1:14).
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