5
Essa promessa deve ter soado estranhamente aos ouvidos de Adão e Eva, embora as palavras com as quais Eva saudou o nascimento de Caim,“ Alcancei do SENHOR um varão”( Gênesis 4:1), sugeriram que ela havia entendido algo de sua importância. Mas Caim logo provaria ser a semente do homem, um filho gerado à semelhança da queda de Adão, e Eva teve de aprender que o tempo da libertação ainda não havia chegado. Séculos se passariam até que a Semente da mulher chegasse. No decorrer desses séculos, Deus elaboraria Sua promessa a Eva. Eva havia aprendido o porquê da vinda da semente da mulher; Daniel aprenderia o quando, Miquéias o onde e Isaías o como:“ Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”( Isaías 7:14). O propósito de Deus, há muito predito, avança majestosamente em direção à sua meta. Maria, com seu evidente conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento, teria conhecido alguns de seus detalhes. Mas agora ela aprenderia que tinha um papel especial a desempenhar em sua realização, que ela seria o meio pelo qual o Messias viria, que ela, dentre todas as mulheres, experimentaria o que Eva havia esperado em vão- receber um Homem do Senhor. O lugar de Maria no propósito divino foi profetizado desde o início dos tempos. O seu lugar e o meu, não foram preditos como o dela, mas nem por isso são menos conhecidos. Ficamos maravilhados com a submissão de Maria à vontade de Deus, sabendo tão pouco sobre o caminho que tinha pela frente. Que possamos, como ela, ter a graça de dizer:“ Eis aqui a [ serva ] do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”( Lucas 1:38).
Sua pobreza A profecia passou a se concentrar em uma pessoa improvável. Afinal de contas, quem- e o que- era Maria? Ela era apenas uma camponesa de Nazaré. A humildade dessa localidade é destacada pela surpreendente declaração de Lucas de que“ foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré”( 1:26). Embora a jornada do anjo seja menor do que a de Cristo, somos, no entanto, convidados a considerar quão grande foi a distância e quão longa foi a“ jornada de Deus até... Nazaré”. A pobreza de Maria não era apenas uma função de seu endereço. Em seu cântico de louvor, ela se alegra com o fato de Deus“ atentou na humildade de sua serva”( v. 48), usando uma palavra que descreve não apenas a pobreza, mas a humilhação. Mais uma vez, nosso Deus de graça incomparável“ escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e(...) as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”( 1 Coríntios 1:27). Em Maria, aprendemos novamente a lição de que não há ninguém tão pequeno ou tão humilde que Deus não possa usar para Sua glória.
Sua pureza Deus pode usar vasos pequenos e vasos de pouco valor; Ele não usará vasos impuros. A pureza de Maria era fundamental para sua utilidade. Deus havia anunciado que uma virgem
5