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coração dobre”; nós não estamos servindo ao Deus vivo. Em vez disso, estamos apenas servindo a nós mesmos. É somente através de bons métodos que podemos alcançar com retidão os bons anseios que temos por nossos casamentos, famílias e igrejas locais. O uso tático, pelos pecados da carne, dos“ fins que justificam os meios” e da raiva pecaminosa para forçar os resultados desejados está usurpando o controle soberano de Deus. É nesse ponto que Deus nos encontra com Sua Palavra e pergunta:“ Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”( Tiago 4:12).“ Há só um Legislador.” Por fim, precisamos nos arrepender e restabelecer o governo de Deus em nossos corações, e sermos tanto bons como irados.
Combinada com a Humildade
Quando Jonas disse ao Senhor:“ Pois sabia que és Deus piedoso e misericordioso, longânimo e grande em benignidade”( Jonas 4:2), ele estava reconhecendo que Deus restringiria Sua ira contra Nínive, e os ofereceria Sua misericórdia e amor. Ira misericordiosa se importa. Embora ela odeie o que é errado, é“ grande em benignidade”. Antes de se chegar ao ofensor, ela pacientemente permanece na presença do Senhor e perdoa o ofensor de coração, procurando evitar ressentimento e justiça própria( Mateus 18:35). Ela suporta; não retalia como uma vítima ressentida, exigindo um pedido de desculpas ou infligindo de volta o tipo de dor que recebeu.
A boa ira entende que, embora a reconciliação completa e justa exija arrependimento e restituição( Lucas 17:3-4), esses comportamentos desejados podem nunca ocorrer. Ela sempre confronta o pecado de forma construtiva, faz o que pode e, então, se extingue antes que o sol se ponha( Efésios 4:26). Além disso, ainda tira o melhor proveito de todas as situações e concede perdão relacional ao ofensor, deixando com Deus as questões de arrependimento e restituição. Ela escolhe amar seus inimigos e fazer o bem a eles. Faz tudo isso porque acredita verdadeiramente que“ O caminho de Deus é perfeito”( Salmo 18:30), e Ele terá a palavra final.
Diante de decepções diárias, frustrações e tristezas ao longo da vida que nunca podem ser resolvidas, apenas a graça de Deus pode nos transformar à imagem de Cristo. Portanto, quando necessário, podemos ser bons e irados, e não maus e rabugentos( Filipenses 2:3). Considere o modelo perfeito de Cristo:“ O qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”( 1 Pedro 2:23).
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