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permaneceu aberta depois que Noé, sua família e todas as criaturas vivas designadas entraram na arca.
O Senhor testifica de Seu próprio caráter em Êxodo 34:6:“ Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade”. Moisés usa essa mesma linguagem ao implorar ao Senhor pelo povo de Israel em face de sua dureza e ingratidão, sua obstinação e desobediência no caminho do deserto:“ O Senhor é longânimo e grande em beneficência, que perdoa a iniquidade e a transgressão”( Números 14:18). A história do tratamento do Senhor com a nação no deserto, durante a sua ocupação da terra, os dias dos juízes e depois dos reis, tudo testifica de Sua bondade, fidelidade e cuidado. O clímax maravilhoso para a longanimidade de Seus procedimentos será visto quando Ele se voltar para uma nação que foi posta de lado por causa de sua rejeição Àquele que foi enviado para ser o seu Messias. As palavras de Sofonias 3:17 serão então concretizadas:“ O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”.
A história do rei Manassés, conforme registrada em 2 Crônicas 33, relata um exemplo notável da longanimidade de Deus na vida desse indivíduo rebelde.
Os anos de sua infância foram marcados pela influência salutar e cuidadosa de um pai piedoso, o rei Ezequias. A cronologia dos eventos nas Escrituras daria base para pensarmos que algo dos movimentos do profeta Isaías e suas declarações proféticas seriam do conhecimento de Manassés. Após a morte de seu pai e elevação ao trono, o jovem rei embarcou em um caminho de rejeição da influência divina, abandono dos princípios morais e negação das restrições divinas, enquanto mergulhava em práticas idólatras. O Senhor falou com Manassés por meio das palavras dos videntes, mas não houve como se desviar de seus caminhos iníquos( veja 2 Crônicas 33:10, 18). Ele foi finalmente levado ao arrependimento por meio do castigo e da aflição na Babilônia. Houve, então, humilhação diante de Deus, um pedido de perdão e o afastamento de suas práticas iníquas. As ofertas pacíficas e de louvor foram uma expressão da paz que ele encontrou e de sua gratidão para com Deus pelas riquezas das misericórdias divinas que lhe foram mostradas.
Um exemplo bem conhecido da longanimidade de Deus no Novo Testamento é visto na vida de Saulo de Tarso. A mensagem e o testemunho de Estêvão, quando Saulo presenciou seu martírio, e os rostos dos cristãos cuja prisão e mortes ele efetuou, devem ter trazido profundas perfurações de convicção em sua alma. Tudo
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